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Política

“Você defende o Bolsonaro cegamente”

Texto da Deputada Estadual Ana Caroline Campagnolo:

Quem diz isso se acha iluminado, acha que vê o que os outros não estão vendo, acha que é limpinho e moralmente superior por “pensar com a própria cabeça”.

Eu não defendo o Bolsonaro cegamente. Eu defendo convictamente mesmo, enfaticamente mesmo, o que significa que, avaliando todo o contexto e também os seus detratores, defendê-lo e apoia-lo continua sendo a atitude mais inteligente. Não se pode fiar a política nas ideias, é impossível eleger ideias, é impossível votar em ideias. É preciso eleger pessoas, apoiar e depreciar pessoas. São as pessoas que entram e caem do poder. Quantas ideias bonitas você ouviu na última eleição? E quantos políticos mudaram de ideia depois de eleitos?

Pois é exatamente por isso que minha defesa do Presidente Bolsonaro é convicta e não cega. Eu VEJO as outras pessoas que o rodeiam como um leão que pretende abocanhá-lo. E essas pessoas sabem fazer política. Por que sabem? Porque da boca para fora falam de ideias, mas nas madrugadas e saletas fechadas conspiram contra PESSOAS.
Eu me lembro quando fui para rua com cartazes claros em letras gigantes: “Fora Dilma” e “Lula Ladrão”. E horas depois assistia no noticiário que uma gigantesca manifestação se havia feito CONTRA A CORRUPÇÃO. A mídia usa esse joguete. O lula usou esse joguete. Quando foi preso, ele disse: “Eu sou uma ideia”. O Lula é uma ideia, uma ideia muito porca na minha opinião e muito sexy na opinião dele mesmo.

Bolsonaro não é uma ideia. É uma pessoa. É óbvio que pessoas erram. Como os conservadores aplicam tão mal o conceito de “ceticismo”? Somos ou não somos céticos, afinal? Somos. Isso significa que sabemos que a PESSOA que elegemos vai errar. E antes que algum analfabeto funcional se alvoroce, note que estamos falando de ERRO e não de CRIME. Bolsonaro não está cometendo crimes, mas os que deveriam estar a favor dele se ouriçam ainda assim.

Os conservadores não estavam com Margaret Thatcher porque ela era perfeita, estavam com ela porque seus opositores eram trabalhistas e socialistas enrustidos. Como se dizem céticos e superiores justamente aqueles que agem esperando da política o paraíso da perfeição ou nada!? Ou o Bolsonaro aprender a usar uma máscara ou nada!? Demitiu o Mandetta, oh, que odiável! Deveria ser mais polido e culto, oh, fim do mundo!

Qual foi a ideia esfaqueada nas últimas eleições? Nenhuma. A esquerda fala de ideias, mas, na batalha, derruba PESSOAS. Derruba Celso Daniel, levanta Marielle. E os direitistas limpinhos caem como patinhos. Entregam suas poucas boas pessoas numa bandeja e saem garganteando ideias. Como esqueceram em tão pouco tempo que no segundo turno de cada eleição disputam DUAS PESSOAS? Como podem ter esquecido que a direita finalmente conseguiu dar um suspiro de vida quando uma PESSOA derrubou o PT com apenas 8 segundos de televisão? As ideias têm consequências apenas porque PESSOAS podem agir em nome delas. E a cega sou eu?

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Política Reflexão

O problema do Bolsonarismo

Meses atrás, diante das primeiras fragilidades políticas do presidente Bolsonaro, Olavo de Carvalho publicou vídeo em que sugeria ao povo apoiar a figura do Bolsonaro, ele mesmo, e não projetos ou ideias.

A militância bolsonarista que cercou o Palácio do Planalto hoje comprova o poder de influência do Olavo.

Hoje há um verdadeiro movimento que pode-se chamar Bolsonarismo. Eu o vejo da seguinte forma, ainda:

Bolsonaro comete alguns erros, principalmente em suas falas. Fala demais, fala sem necessidade, fala bobagens, é reativo, temperamental. Mas, até que se prove o contrário, ele age pelo país. Diante dos fiascos midiáticos do presidente, ao olhar para seus opositores, que não passam de sangue-sugas que drenam sem parar o dinheiro público em nome de uma pretensa democracia, eu reajo assim: “Ok, pois é, melhor continuar apoiando o presidente.”

Entretanto, observando o comportamento dos Bolsonaristas, encontramos uma característica muito indesejada. Eles agem de forma tribal e hostilizam prontamente quem porventura discorde de qualquer coisinha que o presidente faça. Xingam, criam apelidos, desqualificam todo e qualquer discordante como traidor da nação. Bolsonarismo já se tornou uma religião. Não há salvação fora dela. Sim, o Bolsonarismo se tornou um Petismo de sinal trocado.

Há um atenuante aqui, até que se prove o contrário. A bandeira do Bolsonarismo é o conservadorismo, o desenvolvimento econômico via liberdade econômica e, principalmente, o combate a corrupção. Bolsonaristas cultuam seu Messias Bolsonaro fiando que ele não é corrupto e não aceita corrupção.

O petismo, por outro lado, é um movimento de igual intensidade, religioso, cuja bandeira é o socialismo, o progressismo social e o intervencionismo estatal, tanto comportamental, como econômico – ainda que por muitos anos seus presidentes bastante pragmáticos mantiveram políticas econômicas pró-financismo.

O Bolsonarismo vai por um caminho que eu, daqui do alto do meu anonimato, concordo e apoio. Mas temo. Essa idolatria política não é salutar, transforma-se em cegueira, despreza a racionalidade. Se isso não é uma cegueira seletiva prestes a cair no poço do fanatismo, só o tempo dirá.

 

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Política

Sergio Moro

É como já li uma vez, depois de tudo acontecido, tudo fica muito óbvio.

Bolsonaro venceu a eleição com o apoio direto de muita gente, grupo dentro do qual não estava Sergio Moro.

Moro é um grande brasileiro, sem dúvida, mas é juiz, um tecnocrata, não é político. É uma personalidade sofisticada demais para sujar as mãos na política. Tentou e não deu certo.

Hoje ficou então, óbvio, que Bolsonaro não precisava ter convidado Moro para seu ministério. Quis reforçar uma certa autoridade moral de seu governo, porém não precisava disso; a eleição já estava ganha. Tivesse hoje um anônimo qualquer como Ministro da Justiça, não estaria o presidente passando por isso.

E ficou também óbvio que Moro jamais deveria ter sujado as mãos na política. Largou uma carreira exitosa de 22 anos como juiz para participar de um projeto político novo, não testado, de um presidente na melhor das hipóteses muito chão de fábrica. Foi ingênuo; acreditou, e hoje se vê a deriva, desligado de sua promissora carreira jurídica.

Vale comentar que durante seu ministério, o considerei muito pouco combativo, muito diplomático demais vendo seus projetos ruírem com intromissões de STF e Congresso sem qualquer tipo de reação mais enérgica.

Deixou para combater, ao fim, aquele que lhe deu voto de confiança; aquele que lhe defendeu publicamente durante a vaza-jato; com um anúncio público de demissão que, se não teve a intenção, pareceu bem traiçoeiro; caiu atirando, enviou prints de conversas particulares para o Jornal Nacional, demonstrando que definitivamente, como ele mesmo afirmou, pensa mais em si mesmo e em sua biografia;

Olhando agora, eu que sempre respeitei a figura de Sergio Moro sem nunca ter, porém, externado rompantes de empolgação com seu suposto heroísmo, vejo o óbvio, que sempre tinha algo nele que me incomodava, suas palavras não pareciam dizer o que pensava, me pareciam sempre pouco confiáveis, calculadas.

Repito que Moro é sem dúvida um grande brasileiro, tem serviço prestado à nação. E talvez justamente por isso, seu ego agigantou-se demais para permanecer sujeito a uma liderança maior.

 

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Política

A Insanidade Aflorou

O ditadorzinho que adormecia no coração dos nossos agentes de Estado acordou.

Em Balneário Camboriú, cidade vizinha, o prefeito emitiu decreto permitindo acesso as praias, para caminhadas.

Já era um absurdo ter proibido.

Pois bem. Liberou.

Eis que o Ministério Público tentou suspender o decreto, e teve o pedido negado.

Tentou novamente, e teve o pedido negado novamente.

DAÍ ELE RECORREU NOVAMENTE e teve o pedido aceito pela desembargadora, que deve tá de saco cheio “ah tu queres uma liminar querido então pega aqui, agora vai brincar, vai”.

Pensa numa promotoria que tá a fim de mandar na bagaça.

O pânico desligou a razão das pessoas (que já não funciona com muita potência).

Será que as “autoridades” não se dão conta que uma praia ao ar livre com boa distância é quase impossível se contaminar?

A insanidade sempre fala mais alto nos atos humanos.

Mas agora ela está berrando.

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A política envenena a alma

Algo que aprecio nas pessoas que se alienam da política é o otimismo e a leveza com que levam a vida.

Sempre ocupados com as baladas, as viagens, aquele restaurante novo que inauguraram.

Ignoram as mazelas do mundo, a não ser quando são exibidas no Jornal Nacional e seguem sempre aguardando ansiosamente a próxima sexta-feira, o próximo feriado, a próxima festa.

Preocupadíssimas em erradicar a fome no Brasil
Preocupadíssimas em erradicar a fome no Brasil

Mas vivem basicamente em PAZ.

Já o povo “politizado” pode até ser mais consciente e mais engajado nas questões sociais e econômicas, mas isso os faz só enxergar e apontar (e postar no Facebook) o que há de ruim no mundo.

Quase sempre vociferando suas discordâncias com raiva e rancor.

Carregam uma atmosfera pesada junto de si e eu me pergunto:

Como suportam?

O Arnaldo Jabor pode falar umas bobagens e tal, mas numa coisa ele foi certeiro ao dizer:

A política envenena a alma.

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O que vai acontecer com a China depois da pandemia?

Eu realmente não acredito que a China tenha espalhado um vírus voluntariamente pelo mundo para dominá-lo. Meu ceticismo me aconselha que, para as coisas darem certo, é preciso muito trabalho, cuidado e atenção constantes, como é por exemplo a administração de uma empresa, mas que, para as coisas darem errado, basta ficar de braços cruzados e esperar.

As coisas dão errado sozinhas.

Um país que tem uma dieta onde seus habitantes comem sapos, ratos e morcegos, muitas vezes VIVOS, obviamente, num momento, vai acabar tendo sua população contaminada por vírus típicos desses animais.

De qualquer forma, o negócio não está muito favorável pra China. Já não estava antes da pandemia. Donald Trump quer responsabilizar a China pelo descuido no trato com a epidemia. Acho que está certo. Na melhor das hipóteses, aquele país precisa ser responsabilizado por sua negligência com questões sanitárias, e também fazer um esforço para melhorar a dieta daquele povo.

A curto prazo a China deve sofrer umas sansões, mas daqui uns dez anos o povo esquece e volta a comprar ching-lings novamente, até que venha o próximo vírus chinês.

E o negócio nem é questão de comprar coisas deles, mas o tanto de indústrias assentadas lá. Só agora se viu a péssima ideia de investir em uma ditadura. Se os outros países fizerem uma política de incentivo pra elas ficarem em seu solo natal (como o Japão disse pretender), pode se tornar uma perda duradoura pra China.

Índia e Vietnam tem potencial pra ocupar esse status de grande parque industrial do mundo. Vietnam é um caso bizarro na história, é um país comunista, embora com uma população bem menor, que tem mais abertura ao livre-mercado e seu povo é considerado mais pró-capitalismo do que vários países, incluindo a própria China. Além de que existe mais liberdade de expressão (você vê os vietnamitas a rodo em redes sociais), e mesmo depois da guerra, construíram um laço de amizade com os EUA numa boa, e ironicamente tem rixas tensas com a China por causa de territórios. Bom, todos os países da Ásia tem.

Será que a China vai se dar mal? Além de perder totalmente a simpatia que foi construída por décadas, os empresários ocidentais já estão começando a abrir os olhos –  que deveriam ser mais abertos do que dos chineses – para o perigo da dependência de seus negócios nas mãos do Partido Comunista Chinês.

Não se confia em burocrata, não se confia em governo, não se confia em partido, não se investe em projetos partidários. Muito menos, de partidos declaradamente comunistas.

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Governadores e Prefeitos estão sabotando o Governo Federal?

Diante de um caos mundial como o que estamos vivendo, devido muito menos aos efeitos do corona-vírus e muito mais ao medo generalizado dele, estamos todos confusos em relação a profusão de notícias e informações.

O pânico gerado na sociedade é muito mais responsabilidade da mídia do que do vírus propriamente dito. O pavor da morte iminente instalou-se como um vírus na mente das pessoas, e o clima de alarmismo criado foi comprado prontamente por governantes do mundo inteiro em nome da prudência.

Teorias conspiratórias surgem e também são prontamente compradas.

Uma dessas teorias é de que a China propagou o vírus intencionalmente; assunto para outro momento.

Outra é que governadores e prefeitos estão aproveitando-se da autorização “científica” para impôr uma quarentena politiqueira, para destruir a economia do país e assim, sabotar a próxima eleição do presidente Bolsonaro.

Essa teoria não é verdade, mas também não é mentira.

As estratégias vão se adaptando às mudanças do cenário e o estrategista busca ao máximo capitalizar os fatos, sejam positivos ou negativos.

É bem verdade que as dores de cabeça vividas por prefeitos e governadores nos permitem acreditar que nenhum deles gostaria de estar passando por isso.

Mas agora estão no meio da tempestade, e evidentemente, todos vão dirigir suas ações para salvar a própria carreira política. Estrangular a economia de suas cidades e Estados é o extremo oposto da popularidade.

Por outro lado, grupos políticos tradicionais e seus representantes não gostam do presidente, nem da austeridade econômica de seu governo. Ao passo em que o Estado de Calamidade sob o qual vivemos permite que o governo federal faça dívidas sem limite para “salvar” o país. E é o que tem sido feito sob o clamor humanitário.

Estados e Municípios agora se prevalecem da paradeira para pedir socorro. Estrangularam suas economias sem pensar na perda de arrecadação óbvia. Agora se agaram ao Congresso clamando por leis que lhes salvem. E o governo Federal que arque com as consequências futuras: Endividamento gigantesco, impressão de moeda para criar dinheiro do nada para “salvar o país” e por fim, aquele efeito catastrófico que ainda nem chegou, mas vai chegar: A inflação.

Prepare-se para um 2021 com gasolina a 6 reais e o quilo do feijão a 10.

Governadores e Prefeitos estão sabotando o Governo Federal? Não é o que queriam no início, mas no decorrer dos fatos, é o que aconteceu. E não foi por uma intenção objetiva nesse sentido – “agora vamos sabotar o Bolsonaro” – e sim um despreparo total e completo aliado à surpresa ante a narrativa de que uma pandemia mortífera se aproximava do país.

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#ForaMaia

No twitter, agora, 17 de abril as 13:03

Um milhão de citações, o que em termos de twitter, uma rede social pouco usada, é bem considerável.

Não tá com nada e tá prosa.

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O liberal frouxo

Liberais no sentido clássico, são sujeitos que prezam pela defesa absoluta da liberdade individual.

São respaldados inclusive por uma constituição, no caso do Brasil, que, apesar de ser uma constituição meio que social-democrata, garante o direito de ir e vir como direito fundamental.

A existência de uma constituição serve para pautar ações não só quando tudo está bem, mas principalmente, para servir de norte para quando tudo vai mal.

Como numa pandemia, por exemplo.

Daí chega a pandemia, e o que vimos foi um salve-se quem puder insano, irresponsável, irrefletido. Vimos prefeitos e governadores assustados isolando cidades com barreiras, bloqueando rodovias, proibindo transporte público, estrangulando seus comércios impiedosamente.

E o que os principais liberais do país fazem?

Nada. Calam-se. Nem mesmo ponderações sobre os exageros quanto ao bloqueio de direitos básicos.

Eu acompanho 3 liberais nas redes sociais. Felipe Camozzato, Bruno Souza e Vinícius Poit. É bem verdade que eles vêm fazendo um bom trabalho em seus cargos legislativos. O Brasil, país semi-socialista que é, precisaria ver esse número de liberais multiplicados por 10.

Mas é também bem verdade que falharam demais durante este período. Deixaram empresários geradores de dezenas de milhares de empregos falando sozinhos, clamando pela volta ao trabalho.

O único liberal que encontrei dando eco a vozes contrárias aos exageros do isolamento social, foi João Luiz Mauad.

E, inesperadamente, conservadores, a começar pelo Presidente Bolsonaro, que desde o começo enxergou que um país pobre como o Brasil não pode se dar o luxo de seguir passos de Itália ou outros países europeus.

A verdade é que nesta pandemia, os conservadores deram um show de defesa das liberdades individuais, enquanto liberais me deixaram bastante frustrado.