Categorias
Reflexão

O que falta aos liberais?

Falta aos liberais a malícia, a desconfiança necessária para quando se lida com pessoas.

O gênero humano é traiçoeiro.

Liberais defendem a Liberdade como se todos compreendessem a nobreza do ato de defesa da liberdade.

Defendem a liberdade de expressão de socialistas e comunistas, acreditando que estes também defendem a livre expressão dos liberais.

Mas não é assim que a banda toca.

Socialistas e comunistas vivem numa bolha de ilusão em que acreditam que detém o monopólio da virtude salvacionista, e que tudo que está fora dessa bolha é a causa das desigualdades e injustiças sociais e devem, portanto, ser eliminadas, aniquiladas.

Liberais defendem a livre expressão de comunistas.

Comunistas se pudessem fuzilariam liberais e conservadores.

“Com a direita e o conservadorismo, nenhum diálogo”

Olavo de Carvalho afirma que não se senta à mesa com um comunista. Isto é, não se negocia com comunista, não se confia em comunista. O comunista é um alucinado, um ser que, dominado por seus desejos, despreza fatos. Acredita tanto na justiça social prometida pela ideologia, que é capaz de mentir, trair, roubar e matar para alcançá-la.

Para o comunista, os fins justificam os meios.

Por compreenderem esta realidade, conservadores estão tendo mais sucesso que liberais na atual política brasileira.

Conservadores ODEIAM comunistas. Até deixam o comunista falar, mas retrucam na hora, desqualificam, expõe suas contradições, e o desmoralizam publicamente.

Às vezes parece até exagerado.

Mas é assim que tem que ser.

Categorias
Reflexão

Lei e Liberdade

Lei e liberdade quase sempre são antônimos.

A lei quase sempre restringe, limita ou proíbe os atos humanos. Quando não proíbe, o obriga a fazer coisas que o indivíduo não faria se fosse livre.

O socialista atua na sociedade mediante a força da lei. E já sabemos o estrago que acontece. O socialismo, através do instrumento da lei, sufoca a sociedade, em especial, seu setor produtivo.

Agora imagine um país que tenha 513 legisladores de nível federal, mais 81 senadores.

Imagine que nos estados federados, cada um tenha algumas dezenas de deputados estaduais, cuja soma no país resulte em 1059 deputados.

Imagine que em cada cidadezinha de cada estado que compõe esta federação, há uma média de 10 vereadores, somando no país 57 mil vereadores.

Agora, por fim, imagine essa tropa de legisladores, do nível federal ao nível municipal, maquinando diariamente leis e mais leis. Porque a função do legislador é legislar. E que há uma falsa ideia no Brasil de que quanto mais projetos de lei um legislador envia ao parlamento, mais produtivo e eficiente ele é; quando na nossa situação contemporânea, é o contrário que acontece.

Temos tantas, e tantas leis, que o que precisamos mesmo é um revogaço geral das leis inúteis, enferrujadas, abusivas.

Todo dia eu vejo alguma notícia de algum deputado ou senador se vangloriando de ter proposto ou – pior – aprovado alguma lei que daqui do alto do chão de fábrica onde estou, me soa uma lei absolutamente desnecessária, de cuja aprovação só me resta a certeza de que ALGUÉM essa lei vai atrapalhar.

E todo dia que eu vejo algo assim, me ocorre que se nossos congressos, assembleias e câmaras legislativas ficassem fechadas por alguns anos, sem agentes estatais confabulando leis que em sua maioria só vem atrapalhar os cidadãos que realmente trabalham e geram a riqueza desse país, então esse nosso Brasil daria um salto de desenvolvimento.

Categorias
Reflexão

Por que no Brasil as coisas são tão caras?

Há vários motivos para as coisas serem caras no brasil.

Um é a grande quantia de insumos importados a uma taxa de câmbio de atuais 5 pra 1. Você precisa de 5 reais para pagar um dólar nos preços dos insumos de fora.

Outro é a inflação, que corrói o poder de compra do nosso combalido Real.

Um terceiro motivo é que quando você paga por exemplo uma entrada de cinema ou uma passagem de ônibus, está bancando o povo que paga meia entrada, no cinema, e os velhinhos que usam o transporte coletivo “de graça”.

Quando você paga mais de 50% de imposto numa bebida que vai te aliviar dos estresses do dia ou quando paga 70%… SETENTA POR CENTO… de imposto sobre o seu cigarrinho, está bancando também a presunção do Estado de que você ao fim da vida ficará doente devido ao uso dessas substâncias e dará despesa aos sistemas públicos de saúde.

Essa é a “justiça social”.

Categorias
Reflexão

Debater com Petista

Texto de Priscila Chammas Dau

O mais irritante de debater com petista (e similares) é que eles têm um ego enorme e acham que têm direito a tudo, apenas porque nasceram.

Afinal… sua simples existência já seria um grande favor para a humanidade. Por trás da boca cheia de um petista clamando por “DIREITOS” está um sujeito autoritário, que se acha melhor que os outros, querendo obrigar o resto da sociedade a providenciar-lhe tudo grátis, sem que precise fazer o esforço necessário para ter essas coisas.

Não, meu caro petista. O mundo não lhe deve nada.

Eu não lhe devo nada. As pessoas que ainda vão nascer não lhe devem nada.

Melhor baixar sua crista e levantar a bunda do sofá, pra ir trabalhar e comprar os itens necessários à sua vida e felicidade. Antes de cobrar que os outros te paguem coisas, ofereça algo que as pessoas estejam dispostas a pagar. Gere valor para alguém. Quem tem filho grande é elefante.

Ah, mas tá faltando emprego, né? É que o governo e a Justiça do Trabalho foram cobrar todos os “direitos” que você achou que tinha (alguns dos quais só beneficiam o próprio governo e os sindicatos), sufocaram a iniciativa privada e acabaram matando a galinha dos ovos de ouro.

Acontece.

Fonte

Categorias
Reflexão

O perigo da Democracia

Existem grupos na sociedade, que por razões insondáveis, passam a defender ideias e políticas com ares humanistas, já comprovadamente patológicas, que quando colocadas em prática, são capazes de desintegrar uma nação.

Temos exemplos bem práticos – considerados clichês de tanto que são citados – mas que estão aí, aqueles países que ninguém sonha em pisar, como Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, países periféricos da antiga União Soviética.

Lembremos dos casos dos alemães da Alemanha Oriental, comunista, que arriscavam a vida ao atravessarem o Muro de Berlim. Lembremos dos cubanos arriscando-se em barcas precárias rodeadas de tubarões para conseguirem pisar na Flórida.

Quando você defende a Democracia, você defende esse grupo; você defende que esses grupos tenham voz política; você defende que eventualmente esse grupo adquira poder; você defende que a sua nação e as pessoas que você ama fiquem nas mãos dessas políticas destrutivas.

Tudo por causa da ingênua assertiva: “Ai é preciso respeitar quem pensa diferente.”

Não, amigo, se quem pensa diferente defende políticas destrutivas e até mesmo genocidas, as ideias dessa pessoa não podem, e não devem ser respeitadas.

Categorias
Reflexão

Bandidolatria

A seguir, dez argumentos contra o crime para você usar nos debates com bandidólatras, de Roberto Motta.

Quando me dou conta desse tipo de realidade em que vivemos, entendo o porquê do Conservadorismo. Inovação só é útil na tecnologia. A existência desse tipo de mentalidade pró-bandido no ambiente jurídico só existe porque um dia alguém disse que havia espaço para inovação no jurismo. Mas inovar o quê, caçamba! Que bandido não é tão bandido assim? Certas concepções serão eternas, como a que um bandido sempre será um bandido.

1. Quando te mostrarem as fotos de celas superlotadas pergunte pelas fotos das vítimas.

2. Eufemismos ideológicos são rotina. Criminosos com menos de 18 anos são “adolescentes em conflito com a lei”; não cometem crimes, mas “atos infracionais”; não são presos, são “apreendidos” e não cumprem sentença: são internados para cumprir “‘medidas socioeducativas”.

3. As entidades que reclamam da “superlotação carcerária” são as mesmas que IMPEDEM a construção de novas vagas. Exemplo: a Pastoral Carcerária.

4. No Rio setores do MP e da Defensoria criaram a “Central de Vagas” para inviabilizar a internação de “menores infratores”. É um programa de milhagem para crimes. Só será internado quem acumular milhas suficientes.

5. Quase 50% dos criminosos presos por crimes econômicos (assalto, sequestro, etc) pesquisados pelo Prof. Pery Shikida ao longo de 18 anos tinham IMÓVEIS EM SEU NOME no momento do crime.

6. O tempo médio de internação de um homicida com menos de 18 anos no Rio é de 8 MESES.

7. O menor que assassinou o Dr. Jaime Gold na Lagoa em 2016 já tinha 14 passagens pela polícia. Foi internado e, depois de solto, já foi preso de novo por assalto.

8. O menor que arrastou João Helio pelo asfalto até a morte mudou-se para o exterior com a família com tudo pago por uma ONG.

9. O criminoso NUNCA é a vítima. O criminoso é o autor do crime.

10. A sentença do criminoso não pode ser mais leve que a sentença da vítima.

Categorias
Reflexão

A mentalidade totalitária do brasileiro

Desde que o isolamento social começou, devido a pandemia, eu tenho visto comportamentos tão bizarros por parte do brasileiro médio, que tem, desde então, me faltado palavras, e capacidade narrativa, para dizer do meu desgosto com tudo que eu tenho visto.

Parto do pressuposto de que a liberdade é um dom sagrado.

Qualquer motivo alegado para a redução da liberdade de alguém deve ser visto com desconfiança. Sempre.

Se você olhar de um ponto de vista cético, verá que tudo que aconteceu em termos de isolamento social foi motivado por uma pandemia cuja causa é nova – tanto que é chamado novo corona-virus – e que por ser novo, não é possível que já haja especialistas em algo que tem 2 meses; a OMS demorou para reconhecer a pandemia, quando reconheceu, mandou o mundo parar.

E a p. do mundo obedeceu!

Depois disse que países pobres não poderiam parar.

E agora diz que a Suécia, que não parou, é modelo a ser seguido.

Mano, ces dão ouvido pra gente loka.

Mas voltamos ao brasileiro.

Brasileiro adora começar suas assertivas com a palavra DEVERIA… como esta nossa amiga abaixo:

asdf

No coração desta mulher, vive uma ditadorazinha. Como todo ditador, ela jura que está do lado certo, jura que suas sugestões (graças a Deus ainda são só sugestões) de punição, isto é – tirar alvará, multar um alto valor e prestação de serviço social – são punições justas, para o bem da sociedade. Ela nem sonha que se estivesse no poder com esta visão xiita, destruiria a economia em poucas semanas.

Como esse tipo de brasileiro não consegue um país pra implantar sua ditadura particular, adora fiscalizar a vida alheia. Talvez por uma insegurança particular, de repente se encontrar na posição de autoridade fiscalizando os outros lhe confere certa legitimidade de si mesmo. Mas esse brasileiro dedo-duro não sabe, e se sabe não está nem aí, de que ele é um grande de um filho de uma puta. Tipo este:

Filhote de Pinochet
Filhote de Pinochet

O brasileiro é um invejoso, ressentido. Ele não suporta a ideia de ver alguém se dando melhor que ele. Ele acata as orientações de isolamento social, mas se vê outros “desobedecendo” as orientações (porque talvez pense com a própria cabeça e veja como essas orientações podem ser absurdas) o brasileiro fica putinho, não suporta ver a ideia de que nem todo mundo é idiota igual ele.

Categorias
Política Reflexão

O problema do Bolsonarismo

Meses atrás, diante das primeiras fragilidades políticas do presidente Bolsonaro, Olavo de Carvalho publicou vídeo em que sugeria ao povo apoiar a figura do Bolsonaro, ele mesmo, e não projetos ou ideias.

A militância bolsonarista que cercou o Palácio do Planalto hoje comprova o poder de influência do Olavo.

Hoje há um verdadeiro movimento que pode-se chamar Bolsonarismo. Eu o vejo da seguinte forma, ainda:

Bolsonaro comete alguns erros, principalmente em suas falas. Fala demais, fala sem necessidade, fala bobagens, é reativo, temperamental. Mas, até que se prove o contrário, ele age pelo país. Diante dos fiascos midiáticos do presidente, ao olhar para seus opositores, que não passam de sangue-sugas que drenam sem parar o dinheiro público em nome de uma pretensa democracia, eu reajo assim: “Ok, pois é, melhor continuar apoiando o presidente.”

Entretanto, observando o comportamento dos Bolsonaristas, encontramos uma característica muito indesejada. Eles agem de forma tribal e hostilizam prontamente quem porventura discorde de qualquer coisinha que o presidente faça. Xingam, criam apelidos, desqualificam todo e qualquer discordante como traidor da nação. Bolsonarismo já se tornou uma religião. Não há salvação fora dela. Sim, o Bolsonarismo se tornou um Petismo de sinal trocado.

Há um atenuante aqui, até que se prove o contrário. A bandeira do Bolsonarismo é o conservadorismo, o desenvolvimento econômico via liberdade econômica e, principalmente, o combate a corrupção. Bolsonaristas cultuam seu Messias Bolsonaro fiando que ele não é corrupto e não aceita corrupção.

O petismo, por outro lado, é um movimento de igual intensidade, religioso, cuja bandeira é o socialismo, o progressismo social e o intervencionismo estatal, tanto comportamental, como econômico – ainda que por muitos anos seus presidentes bastante pragmáticos mantiveram políticas econômicas pró-financismo.

O Bolsonarismo vai por um caminho que eu, daqui do alto do meu anonimato, concordo e apoio. Mas temo. Essa idolatria política não é salutar, transforma-se em cegueira, despreza a racionalidade. Se isso não é uma cegueira seletiva prestes a cair no poço do fanatismo, só o tempo dirá.

 

Categorias
Reflexão

O preço de estar errado

Tem uma coisa que me deixa imensamente frustrado nessa luta ideológica toda; nessa luta por viver num país que permita um mínimo de prosperidade ao seu povo.

Eu defendo políticas liberais porque entendo que somente o livre-mercado é capaz de trazer prosperidade para uma nação.

Só que eu estou aqui todo f*dido, limitado, sempre na corda-bamba financeira, a beira da quebra.

Por outro lado, vejo pessoas que apoiam grupos políticos de esquerda que defendem políticas intervencionistas, que costumam ser as mais catastróficas para a geração de riqueza em um país; no entanto, essas pessoas estão super bem, vem de famílias abastadas, conseguiram bons empregos públicos, morando em apartamento com sacada de frente pro mar, viajando pro exterior e tudo mais.

Inveja é um sentimento que só me atingiu duas vezes na vida. O primeiro ao constatar que uma paixão da adolescência, que não quis ficar comigo, está financeiramente BEM melhor que eu atualmente. O segundo momento ocorre agora, por esta questão mais… digamos, ideológica.

Como é f*da conviver com o fato de saber que essas pessoas nunca vão experimentar os resultados diretos das ideologias que defendem.

Thomas Sowell descreveu esta situação de forma mais sofisticada ao dizer que “É muito fácil estar errado, e continuar errado, quando os custos de se estar errado são pagos pelos outros.

Categorias
Reflexão

Analfabetismo Econômico

Texto de 13 de janeiro de 2016.

[…] é de longa data o preconceito brasileiro contra o capitalismo, alardeado nos meios intelectuais, universitários, políticos, econômicos, jornalísticos, ou seja, entre os formadores da opinião pública, de modo que tal entendimento distorcido acerca da economia de mercado vai sendo reproduzido ao longo das gerações, e com ares de “senso crítico”, no qual “mais vale a opinião do que a demonstração”. Caio Vioto – Fonte

Esse preconceito do brasileiro comum, e também do brasileiro “estudado” contra o capitalismo, dá margem para que as pessoas pensem e compartilhem frases como esta abaixo:

Ironia sem-graça
Piadinha engraçadinha

Apesar de ser uma ironia, para o sujeito levar essa frase a sério é obrigatório que ele nunca tenha criado e/ou conduzido uma empresa com sucesso.

Eu já fui empresário e garanto que a responsabilidade de conduzir uma empresa é TANTA, que o empresário merece todos os lucros que conseguir, desde que honesta e licitamente.

E mais, não dá para levar a sério a ideia de que qualquer funcionário no lugar do patrão/empreendedor conduziria a empresa com o mesmo sucesso.

É preciso ter coragem, talento e resistência emocional pra ficar a frente de uma empresa.

Nem todos nascem para ser patrões: Sair do emprego de merda, botar a cara e empreender, correr riscos…

Isso ninguém quer. Mais fácil falar mal do patrão na internet.

A ignorância da Imprensa sobre capitalismo e economia

Essa frase da imagem acima surgiu na minha timeline porque uma jornalista de esquerda compartilhou.

Certamente ela acredita piamente nisso: Que o fato de um ser patrão e de o outro ser funcionário é uma mera casualidade.

É uma visão estreita da realidade que não aceita que algumas pessoas são mais capazes que outras, e que ainda acredita que o mundo é desigual preponderantemente por causa do capitalismo, e não porque as pessoas possuem muitas diferenças entre si, além de que os recursos da natureza são naturalmente escassos e muito mal distribuídos geograficamente.

Veja bem: uma pessoa FORMADA em jornalismo demonstra não ter a menor noção da realidade de mercado. Agora dimensione que essa visão é compartilhada pela maioria dos jornalistas que compõe e fazem a mídia. E que as pessoas adoram justificar sua própria incapacidade culpando patrões e capitalistas pela própria incompetência de crescer na vida.

Pronto, temos o cenário brasileiro, em que o povo acredita que as coisas devem vir de cima (patrão, governo, deus) e não do próprio esforço (em especial o intelectual), onde, enfim, o povo acredita que, ou se nasce rico, ou então se torna rico roubando os outros.

A julgar pelo pensamento mesquinho e recalcado do povo, influenciado por “formadores de opinião” também recalcados, mas sobretudo, sem noção de como o mercado e a economia funcionam, este país vai demorar séculos ainda pra se tornar um país decente.

A dificuldade dos socialistas com economia e lógica

Estou cada dia mais convicto que socialistas não dão importância à economia, não entendem de economia e não entendem o fundamento que a economia significa para a sustentação das estruturas sociais.

Se os socialistas entendessem de economia, não seriam socialistas”. Friedrich Hayek

Mas gostam de dinheiro. E como gostam.

Entretanto, para eles, dinheiro surge de uma árvore chamada Estado, que se estiver capenga, basta adubar com mais impostos. De onde vem o dinheiro dos impostos?

Ora, quem se importa de onde vem o dinheiro dos impostos?

Quando vejo esquerdistas descontentes com o próprio governo Dilma que está tentando amenizar o fiasco econômico através de alguns cortes (porque gastou demais para se reeleger), e quando vejo esquerdistas CONTRA as medidas de austeridade da Grécia, só consigo concluir que eles não entendem nada de lógica, e muito menos daquilo que chamamos de realidade.

Ora, se você gastou demais, mas é uma pessoa minimamente decente, faz o quê? Reduz as despesas para sobrar algo para pagar suas dívidas, certo? É o que o governo está tentando fazer (embora muito menos do que poderia e deveria). Mas a esquerda é… CONTRA isso.

Alguém me explica como se leva a sério gente assim, porque eu não sei como fazer.

Também pudera, boa parte deles provém da área de ciências humanas, e já escolhem essa área porque não tem matemática no currículo.

É uma gente que não se pode levar a sério, e muito me atormenta vê-los no poder.

Capitalismo e desigualdade

Um dos erros à crítica do capitalismo acontece ao confundi-lo com conceitos ou sistemas internos que ele abarca: propriedade privada, indústria, mercado, consumismo, e o mercado de capitais financeiros (ações, financiamentos). São sistemas distintos, porém interligados, que sob o dedo acusatório dos críticos, são colocados todos no mesmo balaio.

Daí a pessoa esculacha “o capitalismo” no Facebook com qualquer frase de efeito pronta, se sente super consciente e crítica, mas nem imagina que só está demonstrando o quanto não tem noção da realidade que a cerca.

Eu sou favorável ao capitalismo não como assunto de militância, e sim por entendimento que criar e produzir coisas, trocá-las, usá-las é da natureza humana.

Mas sou veementemente contra o consumismo, movido pela ganância e também pelo vazio existencial das pessoas, que buscam preenchê-lo através de tranqueiras, e não, de relacionamentos e experiências. O consumismo sim, é um vilão, que acelerou a sociedade, gerando estresse e degradação, mental e ambiental.

Nesse sentido entendo o socialismo como um sistema interior ao capitalismo, na medida em que luta por benefícios de caráter social, vindo humanizar a parte brutal do capitalismo fundamentada na ganância individual, no egoísmo e portanto, no consumismo e no mercado financeiro.

Uma das críticas mais comuns ao capitalismo é a desigualdade. Dizem: Não existe capitalismo sem desigualdade social. Querido, antes do capitalismo, estávamos todos nus na natureza, iguais, mas sem nada. Nem casas, nem roupas, algumas frutas, às vezes, nem água potável. Éramos todos iguais, na miséria absoluta. O sistema de produção e comercialização de bens, que permitiram essa vidinha confortável que se tem hoje, evidentemente se distribui de forma desigual pelo mundo.

Mas veja bem: vivemos no planeta terra, não no paraíso. As coisas por aqui sempre foram rudes e caóticas. E sempre vão ser, por um bom tempo ainda. Esperar e espernear querendo que capitalismo (ou mesmo o socialismo) conseguissem uma justa distribuição de renda e bens, é querer demais.

Os sistemas industriais e comerciais capitalistas permitem que pessoas ambiciosas, inteligentes e corajosas, portanto, empreendedoras, mobilizem recursos materiais e humanos para produzirem produtos de toda ordem – do mais simples papel higiênico até o mais sofisticado smartphone – e levem esses produtos até as mais diferentes pessoas, dos mais distantes rincões do planeta, de modo incrivelmente dinâmico; fenômeno este que não se realizaria de forma alguma se essas pessoas não fossem movidas pela busca pelo lucro.

Acusar o capitalismo de promover a desigualdade é como acusar a água por molhar. Ora, antes dele, todos éramos iguais: na total e completa escassez; sem a produção industrial e o comércio, a humanidade tinha a incrível quantidade de ZERO produtos para melhorar sua vida. Com sorte, tínhamos uma caverna pra escapar da chuva, e algumas árvores frutíferas para matar a fome de dias.

(des)Igualdade, Liberdade, Fraternidade

O gráfico definitivo sobre Desigualdade
O gráfico definitivo sobre Desigualdade

Um dos mais conhecidos lemas políticos da sociedade ocidental, tão aclamado, é, na verdade, contraditório em si.

Igualdade, liberdade, fraternidade

Fraternidade? Sim, por que não?

Liberdade? Absolutamente sim.

Igualdade? Bom… se for uma sociedade plenamente livre, ela será desigual.

A contradição se encontra nos termos Liberdade e Igualdade.

As pessoas são muito diferentes entre si, tanto em capacidades como em predisposições.

Se a sociedade for livre, algumas pessoas farão o que quiserem e outras não farão nada.

A desigualdade surgirá imediatamente.

Ora, quanto mais livre for uma nação, mais os indivíduos farão o que quiserem, usando de sua criatividade e de seus esforços, e mais se destacarão em relação aos outros… que preferiram ficar assistindo novela.

Mas o interessante é que o natural da democracia é justamente a tensão entre essas duas grandes engrenagens sociais: liberdade x igualdade. Nem muito uma, nem muito outra. Liberdade demais gera anarquia. Igualdade, além de ser naturalmente impossível, só podendo ser manifestada à força, gera mediocridade e, por incrível que pareça, injustiças.

E poderíamos dizer que a fraternidade é o óleo que reduz (ou deveria reduzir) o atrito entre essas duas engrenagens explosivas.

O Brasil já é um país socialista

Depois dos escândalos da Petrobrás resultante das delações da operação Lava-jato, os ânimos políticos das pessoas se exacerbou, vindo eclodir nos vários protestos do ano passado pedindo o impeachment da presidente.

Se o PT for deixar algo bom pro país, será a politização das pessoas, em especial as pessoas comuns, que são claramente conservadoras, ou seja, de direita.

Não nos enganemos, apesar da classe média brasileira ser claramente de direita, e ficar regurgitando na internet coisas como: “Não vamos deixar o país ser dominado pelos esquerdopatas”, o fato é que o Brasil já é um país acentuadamente socialista. Esta citação do Institudo Mises Brasil ajuda a compreender:

Petróleo: estatal
Gás natural: estatal
Saneamento: estatal
Saúde: estatal
Educação: estatal
Segurança: estatal
Previdência: estatal
Correios: estatal
Sistema Prisional: estatal
Anatel: estatal
Dinheiro: estatal
Banco Central e juros: estatal
Cultura, Lei Rouanet: estatal
Maiores bancos: estatais
Maior gasto dos brasileiros por ano: Impostos (consomem 5 meses de trabalho).

Mas, é claro, o maior problema do Brasil é o capitalismo e o livre mercado.

Fonte

O único período recente em que o país foi conduzido por um governo de direita foi durante a ditadura militar – mesmo assim um governo nacionalista e portanto, estatista. De lá pra cá, tanto PSDB quanto PT são de uma esquerda moderada, isto é, social-democrata. O PSDB teve a competência e felicidade de agir de modo liberal na economia com a implementação do Plano Real. E foi o que permitiu ao país um pouco mais de estabilidade desde então. Entretanto os progressos econômicos pararam por aí, já que o sucesso econômico do PT durante o governo Lula foi claramente puxado pelo crescimento econômico mundial do período.

Também essa quantia de bolsas e cotas fornecidas pelo governo, aliadas a uma carga tributária pesadíssima (50% sobre automóveis e combustíveis, 30% sobre computadores, e por aí vai) e a uma burocracia que não merece outro adjetivo além de BURRA, que atrasa a vida de quem quer e precisa trabalhar e produzir riqueza, só reforçam o quão socialista o Brasil já se tornou.

Vale lembrar que a Petrobrás, uma empresa pública controlada (e falida) pelo governo, que deveria funcionar em prol do povo, fornecendo combustíveis BARATOS e acessíveis, é a que nos manda um dos combustíveis mais caros do mundo.

O Brasil é socialista sobretudo naquilo que no socialismo não dá certo. Eita!

O pensamento acadêmico brasileiro é vergonhosamente esquerdista, aliás, marxista, fortemente enraizado e cego à realidade contemporânea que demonstrou que todas as experiências comunistas de diversos países do mundo fracassaram e só se estenderam devido a um autoritarismo vergonhoso e assassino, que se recusam a ver, por ingenuidade, alucinação ou canalhice mesmo. Dizem que “o capitalismo” (essa entidade maligna e diabólica que sabota a bondade humana) sabota todos os planos socialistas.

Haja paciência com essa gente.

E temos a imprensa nacional. E me assusto com a quantia de jornalistas marxistas que dominam as redações de importantes jornais do país, sempre enviesando seus relatos das notícias de modo a enaltecer vítimas e coitados, e a denegrir empresários e outros financistas que agem em contrário do que manda a cartilha do velho Marx.

Como mudar esse panorama?

Primeiramente, aceitando e aprendendo a lidar com algumas realidades como: “Dinheiro não nasce em árvore”, “não existe almoço grátis”, e que todo mundo precisa de produtinhos pra viver, a começar pelo papel higiênico, algo que o sistema capitalista permite produzir e distribuir a preços módicos como nenhum outro sistema.

Um bom começo é entender que boa parte dos empresários são do bem, e que é natural, justo e legítimo que tenham lucro, porque é preciso muita energia, competência, resistência e inteligência pra conduzir e manter uma empresa de pé por anos e anos.

Ajuda aceitar que não é feio ser rico, e que não é bonito ser pobre.

O próximo passo é se interessar e entender minimamente o que é inflação, juros, câmbio, entender a importância e principalmente, como esses fenômenos econômicos se relacionam entre si e interferem na vida do povo, este que você tanto defende ao votar em partidos como PT ou PSOL.