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Política Reflexão

O problema do Bolsonarismo

Meses atrás, diante das primeiras fragilidades políticas do presidente Bolsonaro, Olavo de Carvalho publicou vídeo em que sugeria ao povo apoiar a figura do Bolsonaro, ele mesmo, e não projetos ou ideias.

A militância bolsonarista que cercou o Palácio do Planalto hoje comprova o poder de influência do Olavo.

Hoje há um verdadeiro movimento que pode-se chamar Bolsonarismo. Eu o vejo da seguinte forma, ainda:

Bolsonaro comete alguns erros, principalmente em suas falas. Fala demais, fala sem necessidade, fala bobagens, é reativo, temperamental. Mas, até que se prove o contrário, ele age pelo país. Diante dos fiascos midiáticos do presidente, ao olhar para seus opositores, que não passam de sangue-sugas que drenam sem parar o dinheiro público em nome de uma pretensa democracia, eu reajo assim: “Ok, pois é, melhor continuar apoiando o presidente.”

Entretanto, observando o comportamento dos Bolsonaristas, encontramos uma característica muito indesejada. Eles agem de forma tribal e hostilizam prontamente quem porventura discorde de qualquer coisinha que o presidente faça. Xingam, criam apelidos, desqualificam todo e qualquer discordante como traidor da nação. Bolsonarismo já se tornou uma religião. Não há salvação fora dela. Sim, o Bolsonarismo se tornou um Petismo de sinal trocado.

Há um atenuante aqui, até que se prove o contrário. A bandeira do Bolsonarismo é o conservadorismo, o desenvolvimento econômico via liberdade econômica e, principalmente, o combate a corrupção. Bolsonaristas cultuam seu Messias Bolsonaro fiando que ele não é corrupto e não aceita corrupção.

O petismo, por outro lado, é um movimento de igual intensidade, religioso, cuja bandeira é o socialismo, o progressismo social e o intervencionismo estatal, tanto comportamental, como econômico – ainda que por muitos anos seus presidentes bastante pragmáticos mantiveram políticas econômicas pró-financismo.

O Bolsonarismo vai por um caminho que eu, daqui do alto do meu anonimato, concordo e apoio. Mas temo. Essa idolatria política não é salutar, transforma-se em cegueira, despreza a racionalidade. Se isso não é uma cegueira seletiva prestes a cair no poço do fanatismo, só o tempo dirá.

 

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O preço de estar errado

Tem uma coisa que me deixa imensamente frustrado nessa luta ideológica toda; nessa luta por viver num país que permita um mínimo de prosperidade ao seu povo.

Eu defendo políticas liberais porque entendo que somente o livre-mercado é capaz de trazer prosperidade para uma nação.

Só que eu estou aqui todo f*dido, limitado, sempre na corda-bamba financeira, a beira da quebra.

Por outro lado, vejo pessoas que apoiam grupos políticos de esquerda que defendem políticas intervencionistas, que costumam ser as mais catastróficas para a geração de riqueza em um país; no entanto, essas pessoas estão super bem, vem de famílias abastadas, conseguiram bons empregos públicos, morando em apartamento com sacada de frente pro mar, viajando pro exterior e tudo mais.

Inveja é um sentimento que só me atingiu duas vezes na vida. O primeiro ao constatar que uma paixão da adolescência, que não quis ficar comigo, está financeiramente BEM melhor que eu atualmente. O segundo momento ocorre agora, por esta questão mais… digamos, ideológica.

Como é f*da conviver com o fato de saber que essas pessoas nunca vão experimentar os resultados diretos das ideologias que defendem.

Thomas Sowell descreveu esta situação de forma mais sofisticada ao dizer que “É muito fácil estar errado, e continuar errado, quando os custos de se estar errado são pagos pelos outros.

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Analfabetismo Econômico

Texto de 13 de janeiro de 2016.

[…] é de longa data o preconceito brasileiro contra o capitalismo, alardeado nos meios intelectuais, universitários, políticos, econômicos, jornalísticos, ou seja, entre os formadores da opinião pública, de modo que tal entendimento distorcido acerca da economia de mercado vai sendo reproduzido ao longo das gerações, e com ares de “senso crítico”, no qual “mais vale a opinião do que a demonstração”. Caio Vioto – Fonte

Esse preconceito do brasileiro comum, e também do brasileiro “estudado” contra o capitalismo, dá margem para que as pessoas pensem e compartilhem frases como esta abaixo:

Ironia sem-graça
Piadinha engraçadinha

Apesar de ser uma ironia, para o sujeito levar essa frase a sério é obrigatório que ele nunca tenha criado e/ou conduzido uma empresa com sucesso.

Eu já fui empresário e garanto que a responsabilidade de conduzir uma empresa é TANTA, que o empresário merece todos os lucros que conseguir, desde que honesta e licitamente.

E mais, não dá para levar a sério a ideia de que qualquer funcionário no lugar do patrão/empreendedor conduziria a empresa com o mesmo sucesso.

É preciso ter coragem, talento e resistência emocional pra ficar a frente de uma empresa.

Nem todos nascem para ser patrões: Sair do emprego de merda, botar a cara e empreender, correr riscos…

Isso ninguém quer. Mais fácil falar mal do patrão na internet.

A ignorância da Imprensa sobre capitalismo e economia

Essa frase da imagem acima surgiu na minha timeline porque uma jornalista de esquerda compartilhou.

Certamente ela acredita piamente nisso: Que o fato de um ser patrão e de o outro ser funcionário é uma mera casualidade.

É uma visão estreita da realidade que não aceita que algumas pessoas são mais capazes que outras, e que ainda acredita que o mundo é desigual preponderantemente por causa do capitalismo, e não porque as pessoas possuem muitas diferenças entre si, além de que os recursos da natureza são naturalmente escassos e muito mal distribuídos geograficamente.

Veja bem: uma pessoa FORMADA em jornalismo demonstra não ter a menor noção da realidade de mercado. Agora dimensione que essa visão é compartilhada pela maioria dos jornalistas que compõe e fazem a mídia. E que as pessoas adoram justificar sua própria incapacidade culpando patrões e capitalistas pela própria incompetência de crescer na vida.

Pronto, temos o cenário brasileiro, em que o povo acredita que as coisas devem vir de cima (patrão, governo, deus) e não do próprio esforço (em especial o intelectual), onde, enfim, o povo acredita que, ou se nasce rico, ou então se torna rico roubando os outros.

A julgar pelo pensamento mesquinho e recalcado do povo, influenciado por “formadores de opinião” também recalcados, mas sobretudo, sem noção de como o mercado e a economia funcionam, este país vai demorar séculos ainda pra se tornar um país decente.

A dificuldade dos socialistas com economia e lógica

Estou cada dia mais convicto que socialistas não dão importância à economia, não entendem de economia e não entendem o fundamento que a economia significa para a sustentação das estruturas sociais.

Se os socialistas entendessem de economia, não seriam socialistas”. Friedrich Hayek

Mas gostam de dinheiro. E como gostam.

Entretanto, para eles, dinheiro surge de uma árvore chamada Estado, que se estiver capenga, basta adubar com mais impostos. De onde vem o dinheiro dos impostos?

Ora, quem se importa de onde vem o dinheiro dos impostos?

Quando vejo esquerdistas descontentes com o próprio governo Dilma que está tentando amenizar o fiasco econômico através de alguns cortes (porque gastou demais para se reeleger), e quando vejo esquerdistas CONTRA as medidas de austeridade da Grécia, só consigo concluir que eles não entendem nada de lógica, e muito menos daquilo que chamamos de realidade.

Ora, se você gastou demais, mas é uma pessoa minimamente decente, faz o quê? Reduz as despesas para sobrar algo para pagar suas dívidas, certo? É o que o governo está tentando fazer (embora muito menos do que poderia e deveria). Mas a esquerda é… CONTRA isso.

Alguém me explica como se leva a sério gente assim, porque eu não sei como fazer.

Também pudera, boa parte deles provém da área de ciências humanas, e já escolhem essa área porque não tem matemática no currículo.

É uma gente que não se pode levar a sério, e muito me atormenta vê-los no poder.

Capitalismo e desigualdade

Um dos erros à crítica do capitalismo acontece ao confundi-lo com conceitos ou sistemas internos que ele abarca: propriedade privada, indústria, mercado, consumismo, e o mercado de capitais financeiros (ações, financiamentos). São sistemas distintos, porém interligados, que sob o dedo acusatório dos críticos, são colocados todos no mesmo balaio.

Daí a pessoa esculacha “o capitalismo” no Facebook com qualquer frase de efeito pronta, se sente super consciente e crítica, mas nem imagina que só está demonstrando o quanto não tem noção da realidade que a cerca.

Eu sou favorável ao capitalismo não como assunto de militância, e sim por entendimento que criar e produzir coisas, trocá-las, usá-las é da natureza humana.

Mas sou veementemente contra o consumismo, movido pela ganância e também pelo vazio existencial das pessoas, que buscam preenchê-lo através de tranqueiras, e não, de relacionamentos e experiências. O consumismo sim, é um vilão, que acelerou a sociedade, gerando estresse e degradação, mental e ambiental.

Nesse sentido entendo o socialismo como um sistema interior ao capitalismo, na medida em que luta por benefícios de caráter social, vindo humanizar a parte brutal do capitalismo fundamentada na ganância individual, no egoísmo e portanto, no consumismo e no mercado financeiro.

Uma das críticas mais comuns ao capitalismo é a desigualdade. Dizem: Não existe capitalismo sem desigualdade social. Querido, antes do capitalismo, estávamos todos nus na natureza, iguais, mas sem nada. Nem casas, nem roupas, algumas frutas, às vezes, nem água potável. Éramos todos iguais, na miséria absoluta. O sistema de produção e comercialização de bens, que permitiram essa vidinha confortável que se tem hoje, evidentemente se distribui de forma desigual pelo mundo.

Mas veja bem: vivemos no planeta terra, não no paraíso. As coisas por aqui sempre foram rudes e caóticas. E sempre vão ser, por um bom tempo ainda. Esperar e espernear querendo que capitalismo (ou mesmo o socialismo) conseguissem uma justa distribuição de renda e bens, é querer demais.

Os sistemas industriais e comerciais capitalistas permitem que pessoas ambiciosas, inteligentes e corajosas, portanto, empreendedoras, mobilizem recursos materiais e humanos para produzirem produtos de toda ordem – do mais simples papel higiênico até o mais sofisticado smartphone – e levem esses produtos até as mais diferentes pessoas, dos mais distantes rincões do planeta, de modo incrivelmente dinâmico; fenômeno este que não se realizaria de forma alguma se essas pessoas não fossem movidas pela busca pelo lucro.

Acusar o capitalismo de promover a desigualdade é como acusar a água por molhar. Ora, antes dele, todos éramos iguais: na total e completa escassez; sem a produção industrial e o comércio, a humanidade tinha a incrível quantidade de ZERO produtos para melhorar sua vida. Com sorte, tínhamos uma caverna pra escapar da chuva, e algumas árvores frutíferas para matar a fome de dias.

(des)Igualdade, Liberdade, Fraternidade

O gráfico definitivo sobre Desigualdade
O gráfico definitivo sobre Desigualdade

Um dos mais conhecidos lemas políticos da sociedade ocidental, tão aclamado, é, na verdade, contraditório em si.

Igualdade, liberdade, fraternidade

Fraternidade? Sim, por que não?

Liberdade? Absolutamente sim.

Igualdade? Bom… se for uma sociedade plenamente livre, ela será desigual.

A contradição se encontra nos termos Liberdade e Igualdade.

As pessoas são muito diferentes entre si, tanto em capacidades como em predisposições.

Se a sociedade for livre, algumas pessoas farão o que quiserem e outras não farão nada.

A desigualdade surgirá imediatamente.

Ora, quanto mais livre for uma nação, mais os indivíduos farão o que quiserem, usando de sua criatividade e de seus esforços, e mais se destacarão em relação aos outros… que preferiram ficar assistindo novela.

Mas o interessante é que o natural da democracia é justamente a tensão entre essas duas grandes engrenagens sociais: liberdade x igualdade. Nem muito uma, nem muito outra. Liberdade demais gera anarquia. Igualdade, além de ser naturalmente impossível, só podendo ser manifestada à força, gera mediocridade e, por incrível que pareça, injustiças.

E poderíamos dizer que a fraternidade é o óleo que reduz (ou deveria reduzir) o atrito entre essas duas engrenagens explosivas.

O Brasil já é um país socialista

Depois dos escândalos da Petrobrás resultante das delações da operação Lava-jato, os ânimos políticos das pessoas se exacerbou, vindo eclodir nos vários protestos do ano passado pedindo o impeachment da presidente.

Se o PT for deixar algo bom pro país, será a politização das pessoas, em especial as pessoas comuns, que são claramente conservadoras, ou seja, de direita.

Não nos enganemos, apesar da classe média brasileira ser claramente de direita, e ficar regurgitando na internet coisas como: “Não vamos deixar o país ser dominado pelos esquerdopatas”, o fato é que o Brasil já é um país acentuadamente socialista. Esta citação do Institudo Mises Brasil ajuda a compreender:

Petróleo: estatal
Gás natural: estatal
Saneamento: estatal
Saúde: estatal
Educação: estatal
Segurança: estatal
Previdência: estatal
Correios: estatal
Sistema Prisional: estatal
Anatel: estatal
Dinheiro: estatal
Banco Central e juros: estatal
Cultura, Lei Rouanet: estatal
Maiores bancos: estatais
Maior gasto dos brasileiros por ano: Impostos (consomem 5 meses de trabalho).

Mas, é claro, o maior problema do Brasil é o capitalismo e o livre mercado.

Fonte

O único período recente em que o país foi conduzido por um governo de direita foi durante a ditadura militar – mesmo assim um governo nacionalista e portanto, estatista. De lá pra cá, tanto PSDB quanto PT são de uma esquerda moderada, isto é, social-democrata. O PSDB teve a competência e felicidade de agir de modo liberal na economia com a implementação do Plano Real. E foi o que permitiu ao país um pouco mais de estabilidade desde então. Entretanto os progressos econômicos pararam por aí, já que o sucesso econômico do PT durante o governo Lula foi claramente puxado pelo crescimento econômico mundial do período.

Também essa quantia de bolsas e cotas fornecidas pelo governo, aliadas a uma carga tributária pesadíssima (50% sobre automóveis e combustíveis, 30% sobre computadores, e por aí vai) e a uma burocracia que não merece outro adjetivo além de BURRA, que atrasa a vida de quem quer e precisa trabalhar e produzir riqueza, só reforçam o quão socialista o Brasil já se tornou.

Vale lembrar que a Petrobrás, uma empresa pública controlada (e falida) pelo governo, que deveria funcionar em prol do povo, fornecendo combustíveis BARATOS e acessíveis, é a que nos manda um dos combustíveis mais caros do mundo.

O Brasil é socialista sobretudo naquilo que no socialismo não dá certo. Eita!

O pensamento acadêmico brasileiro é vergonhosamente esquerdista, aliás, marxista, fortemente enraizado e cego à realidade contemporânea que demonstrou que todas as experiências comunistas de diversos países do mundo fracassaram e só se estenderam devido a um autoritarismo vergonhoso e assassino, que se recusam a ver, por ingenuidade, alucinação ou canalhice mesmo. Dizem que “o capitalismo” (essa entidade maligna e diabólica que sabota a bondade humana) sabota todos os planos socialistas.

Haja paciência com essa gente.

E temos a imprensa nacional. E me assusto com a quantia de jornalistas marxistas que dominam as redações de importantes jornais do país, sempre enviesando seus relatos das notícias de modo a enaltecer vítimas e coitados, e a denegrir empresários e outros financistas que agem em contrário do que manda a cartilha do velho Marx.

Como mudar esse panorama?

Primeiramente, aceitando e aprendendo a lidar com algumas realidades como: “Dinheiro não nasce em árvore”, “não existe almoço grátis”, e que todo mundo precisa de produtinhos pra viver, a começar pelo papel higiênico, algo que o sistema capitalista permite produzir e distribuir a preços módicos como nenhum outro sistema.

Um bom começo é entender que boa parte dos empresários são do bem, e que é natural, justo e legítimo que tenham lucro, porque é preciso muita energia, competência, resistência e inteligência pra conduzir e manter uma empresa de pé por anos e anos.

Ajuda aceitar que não é feio ser rico, e que não é bonito ser pobre.

O próximo passo é se interessar e entender minimamente o que é inflação, juros, câmbio, entender a importância e principalmente, como esses fenômenos econômicos se relacionam entre si e interferem na vida do povo, este que você tanto defende ao votar em partidos como PT ou PSOL.

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Vale a pena ser empresário no Brasil?

Quem nunca encontrou esses comunistazinhos cheios de ódio contra a “elite”, contra os “ricos”, etc? Você vai ver, nunca produziu um parafuso, nunca vendeu uma caixa de fósforo.

Se tentou, quebrou.

Você vai ver e todos são empregados do Estado de algum modo, professores, servidores públicos… Acham que a vida de empresário é um lugar só de maravilhas, sem perceberem que o dinheiro dos rendimentos deles não nasce em árvore, vem dos impostos gerados justamente em meio à cadeia produtiva.

Muitos empresários de fato possuem uma vida mais rica, mas não por um acaso do destino e sim por consequência de MUITA luta.

Enfim, só quem está ou já esteve à frente do ramo da indústria, do comércio, é empresário, é autônomo, entende perfeitamente do que este texto fala!

Segue abaixo dois textos sobre a dificuldade de empreender no Brasil.

O primeiro é atribuído a Alberto Saraiva, presidente do grupo Habib’s, e roda pelas redes sociais há tempos.

O segundo, é de Delir João Milanezi, que acabou vendendo a própria empresa e concluiu que foi a melhor coisa que fez.

O desabafo de um empresário

Quer me chamar de coxinha, paneleiro, elite branca, bebedor de Black Label? (parabéns pra esse último! Sensacional!)
Ok. Acho até divertido…
Mas faz um favor para o seu país antes!
Emprega alguém!
Na CLT!
Paga tudo direitinho!
Pega toda a sua grana e coloca na sua ideia…
No seu negócio.
Pega um financiamento, com a maior taxa de juros do mundo, e arrisca seu pescoço na sua iniciativa…
Aluga um escritório ou uma loja!
Compra um estoque!
Corre o risco de verdade!
Se o governo tirar o incentivo para o consumo, não desanima…
Pega outro empréstimo, com a maior taxa que o mundo moderno já viu!
Paga os juros do primeiro empréstimo com outro empréstimo!
E vai com fé na sua ideia!
Paga o décimo terceiro e as férias do teu funcionário!
Sem vender merda nenhuma em Dezembro… Janeiro… Fevereiro…
Nem no mais lindo Carnaval do mundo, quando todo mundo para de trabalhar…
Ou na Copa das Copas que te deu 12 dias úteis num mês corrente…
Paga mais para os teus fornecedores, já que os seus custos também aumentaram devido à energia, gasolina e dólar…
Mas, diminui o seu preço, pra tentar ser competitivo numa economia recessiva…
Então, tenta fazer com que uma estrutura enxuta seja perene. Acaba com sua eficiência!
Vai ser difícil, já que o seu cliente está quebrado e não pode te pagar mais…
E corre o risco de quebrar de vez, perdendo todo capital que você investiu…
Fez tudo isso?
Então beleza!
Me chama do que quiser… Você é um herói e não me interessa qual partido apoia!
Tem o meu respeito!
Não fez nada disso?
É político de carreira?
Está encostado em alguma bolsa?
Mama na teta do governo?
É vagabundo?
…e pensa que pode falar sobre patrão e empregado, classes sociais, oportunidades e exploração da cadeia produtiva?
Desculpa, mas… Cala a boca!

A Melhor Venda da PisoForte

Delir João Milanezi

A melhor venda que fizemos na Pisoforte, foi a da empresa.

Chega de sindicato, de ações trabalhistas exdrúxulas, de fiscais do ministério do trabalho, da fazenda estadual, da receita federal, do CREA, do CRQ, do CRA, da Fatma, dos bombeiros, da prefeitura, do capeta, etc e etc.

Agora, é só ir na CEF ver quanto rendeu a aplicação, torcendo para que os juros aumentem, e aproveitar o tempo para viajar. Infelizmente, nesse país, empresário é taxado como safado ou sonegador.

Um dia o empresário Beto Colombo me fez uma observação: “Veja nas novelas, o empresário é sempre o vilão”.

Qual o estímulo que alguém tem para empreender nesse país?

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Tiradentes, o herói da Liberdade

Tiradentes foi condenado porque queria ver a região das Minas Gerais livre.

Ele basicamente morreu por causa da liberdade.

Liberais e libertários brasileiros subestimam este nosso personagem histórico.

Dia de Tiradentes era pra ser um dia de festa para defensores da liberdade.

Mas estão todos em casa, na quarentena, com medinho do vírus.

Liberdade, ainda que tardia
Liberdade, ainda que tardia

A bandeira do Estado Mineiro.

Diz: Liberdade, ainda que tardia

Mas BOTA TARDIA NISSO.

 

 

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Liberal de Araque

Se você se diz liberal, porém apoia quarentena, lockdown, isolamento social, especialmente num país pobre como o Brasil, onde as pessoas trabalham hoje pra comer amanhã, então você não é liberal.

O liberal defende a liberdade com unhas e dentes. Ele tem obrigação de defender o direito do indivíduo de escolher o que vai fazer da vida; o direito de escolher pelo quê vai se arriscar. Não parece, mas temos uma constituição que garante direitos básicos, como o de trabalhar, e o de ir e vir. Constituição não serve só para tempos de calmaria, serve sobretudo para tempos de tempestades, de crise, e vimos aqui, que não nos serviu de nada.

Se você se cala diante das dezenas de vídeos onde policiais prendem mulheres em praças, aposentados na praia, pessoas correndo na beira do mar, comerciantes querendo trabalhar, então você é um liberal de merda, pra ser honesto.

Tiradentes deu a vida pela Liberdade. E você aí com medinho de ficar doentinho.

Cagão.

(Desculpa falar).

E digo mais: Estou bastante frustrado com os eleitos do partido Novo para o legislativo que vinha acompanhando, devido ao silêncio deles quanto ao cerceamento das liberdades individuais que pululam Brasil afora. Mas continuarei seguindo e apoiando, porque têm acertado muito mais do que errado. Agora, algo é verdade e tem de ser dito:

Nesta crise pandêmica que se tornou uma crise de liberdade num país que funciona desde sempre num regime semi-socialista, os únicos que têm defendido a liberdade com unhas e dentes têm sido os CONSERVADORES, a começar pelo Presidente, que ainda por cima é defenestrado por alguns liberais como Arthur do Val – que é um baita cara, sou fã – mas escolheu um momento infeliz pra começar a se opor ao presidente, das únicas vozes de peso que ainda defendem a p*rra da LIBERDADE nesse país.

Um meme fala mais que mil palavras
Um meme fala mais que mil palavras
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Liberalismo por Ortega y Gasset

Liberalismo é a suprema forma de generosidade; é o direito que a maioria concede à minoria e portanto é o grito mais nobre que já ecoou neste planeta.

É o anúncio da determinação de compartilhar a existência com o inimigo; mais do que isso, com um inimigo que é fraco. É incrível como a espécie humana foi capaz de uma atitude tão nobre. tão paradoxal, tão refinada e tão antinatural.

Não será portanto de estranhar que essa mesma humanidade queira logo se livrar desse compromisso.

É uma disciplina por demais difícil e complexa para firmar-se definitivamente na Terra.

ORTEGA Y GASSET em A revolta das massas

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O Estado vai Salvar o Mercado?

Pra ser honesto, do ponto de vista intelectual, o que mais me deixou emputecido com essa pandemia, foi ver isto:

A quantidade de gente burra que tem nesse mundo nunca deixa de me espantar.

Ora, o Estado confina as pessoas em casa “por uma boa causa”, fecha rodovias, isola municípios e fecha comércio num autoritarismo descomunal, sufocando o Mercado, depois os JÊNIOS culpam o Mercado por não funcionar (sic).

Os mesmos que escolhem Humanas porque não gostavam de matemática.

O mercado precisa de LIBERDADE pra funcionar, por isso se chama livre-mercado, e liberdade costuma ser exatamente o oposto do que o Estado oferece quando atua…

…sempre financiado ora por quem? Pelo setor privado.

Quando a burrice encontra a má-fé, eu realmente perco a paciência.

Empresários Gananciosos

Já falei aqui do analfabetismo econômico do brasileiro, especialmente dos socialistas.

Ante a iminência do governador de Santa Catarina em reduzir gradualmente a quarentena a partir do dia primeiro de abril, uns retardados comentam: “Ain os empresários gananciosos venceram”

Mano, MANO DO CÉU. A pessoa simplesmente não consegue enxergar que por trás de cada produtinho que ela usa em seu infeliz dia-a-dia, tem um “empresário ganancioso” por trás que, junto aos seus funcionários, permitiu que esse produto existisse.

Cada quilo de arroz, de feijão, de carne, cada peça do seu carro, cada eletrônico, cada roupa, cada tijolo de sua casa, tem um MALDITO EMPRESÁRIO GANANCIOSO que, montando uma empresa, emprega pessoas, gera riqueza e impostos para que aquele produto torne a vida desse infeliz mais confortável.

Numa crise desgraçada dessa, o empresário fica apavorado com as contas chegando (que numa empresa são grandes) com a possibilidade de ter que demitir, e são taxados de gananciosos?

Pelo amor do meu Santo Deus.

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Liberdade é Sagrada

Nunca.

NUNCA devemos apoiar a redução das liberdades individuais.

Se elas forem reduzidas, não devemos dedurar quem continua usufruindo da sua liberdade, sem que tenha cometido verdadeiro crime.

Se forem deduradas, não devemos apoiar qualquer punição.

Se forem punidas, não devemos aplaudir.

É ingênuo, é inconsequente.

Se você não defende a liberdade alheia, ainda vai perder a própria liberdade.

Não seja esse vizinho
Não seja esse vizinho

Mas aqui no Brasil, tudo isso foi pelo caminho oposto.

Brasileiro adora o governo mandando ele ficar em casa (que alívio não precisar trabalhar).

Brasileiro é tão inseguro de si que se sente confortável em ter uma entidade pretensamente superior que se angaria a sabedoria de dizer a ele o que deve ou não fazer.

E uma vez confinado em casa, ele não suporta a ideia de que outras pessoas desobedeçam estas orientações confusas da OMS.

Ele aceita ser patrulhado e adora uma oportunidade de patrulhar.

O Brasil não corre o menor risco de dar certo.

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Facebras – A rede social autenticamente brasileira

Dizem que o capitalismo é um problema. Mesmo apesar dos países mais desenvolvidos serem justamente os mais capitalistas.

No Brasil, especificamente, esta mensagem está tão naturalizada depois de 40 anos de domínio da visão marxista na imprensa, escolas, universidades e classe artística, que as pessoas só repetem a mesma ladainha e não são capazes de enxergar o óbvio:

O problema do Brasil é FALTA de capitalismo. Falta de ciência, tecnologia e INDÚSTRIA.

Aqui as pessoas não têm dinheiro.

Aqui, o dinheiro vem do governo (depois de expropriar de 30 a 40% do dinheiro do povo na forma de impostos – e nunca é o suficiente, pois o governo continua se endividando mais e mais, mas aí é assunto para outro post).

Para você entender como no Brasil temos um capitalismo capenga cujo grande motor é o governo com seus gastos sempre maiores (que geram dívidas, que geram mais impressão de dinheiro, que gera inflação, que diminui o poder aquisitivo do povo, o que torna as pessoas mais pobres), basta você fazer um breve exercício imaginativo.

Pega qualquer grande empresa mundial contemporânea, tipo google, facebook, microsoft. Imagina que ela fosse brasileira (uma empresa assim jamais surgirá por aqui, mas, bem, estamos imaginando)

Esta empresa, seria estatal, criada pelo governo na base da canetada. Provavelmente se chamaria de qualquer coisa terminada com BRAS. Googlebras, Facebras, Microbras. Talvez se chamasse Embragoogle, Embrabook ou Embrasoft.

O logo tipo, claro, usando as incríveis e originais cores verde e amarelo.

Tipo isto:

Muito provavelmente seria uma empresa burocratizada (para criar um perfil, teria que apresentar RG, CPF, Certidão de Nascimento ou de Casamente, Certidões negativas de débito e pagar algumas taxas).

Teria três vezes mais funcionários do que o necessário, todos registrados na CLT, com seus dereitos assegurados (sic), e produzindo um terço do que seriam capazes de produzir. A cada feriadão, os serviços dessa empresa seriam suspensos. Quer acompanhar a vida alheia no Facebras? Só na segunda-feira, amigo, pensa o quê?

Com alguma sorte e a união de uma boa equipe, alguma dessas empresas até alcançariam destaque, tipo a Embraer ou o programa de Etanol da Petrobrás. Até que eventualmente algum governante começasse a usar de sua autoridade para lotear essa empresa com cargos políticos, e usar os lucros dela para financiar CERTOS PARTIDOS.

Essa empresa começará a dar prejuízo, se endividar, seus diretores seriam presos e o governo aumentaria impostos para cobrir o rombo da Facebras, afinal ela precisa continuar, pois neste “Brasil fictício” que estamos imaginando, todos teriam direito ao acesso a redes sociais públicas, gratuitas e de qualidade.

Até mesmo porque a Facebras deteria o monopólio sobre o serviço de rede social no Brasil, tipo um correio da vida, que mesmo detendo o monopólio sobre o envio de correspondências por aqui, é capaz de apresentar prejuízo.

Com este triste final, encerro nosso exercício imaginativo.

Ele serve para demonstrar que o fato de grandes empresas de tecnologia jamais surgirem por aqui, desde a época das grandes invenções, não é por acaso. Não temos ambiente propício para pesquisa, desenvolvimento e investimento em novos projetos. O brasileiro médio anda muito preocupado com sua própria sobrevivência, vai inventar novos produtos como?

E se inventa, como fez Santos Dumont há um século, ao inventar um avião com propulsão própria, não consegue tocar a coisa adiante. Até hoje o brasileiro mantém essa birrinha infantil sobre quem inventou o avião primeiro, Santos Dumont ou os irmãos Wright. Orgulho bobo e ressentido. Onde se situam as principais fábricas de aviões e companhias aéreas hoje? Por aqui ou nos EUA e Europa? Pois então…

Fluxo aéreo no mundo
Fluxo aéreo no mundo

E isso acontece até hoje, a criatividade brasileira é reconhecida, mas a possibilidade de empreender sobre esta criatividade é pífia. Quem sabe logo o governo decida criar (na base da canetada, sempre) uma Comissão Brasileira de Fomento e Desenvolvimento ao Empreendedorismo – a COBRAFODEEM e finalmente poderemos respirar aliviados.

Agora vai! Que lindo, projetos e oportunidades “para todos”.

Vai não, trouxa. Aprende: Não é governo, nem canetada que resolve os problemas da sociedade. É a própria sociedade que resolve seus problemas, desde que o governo não fique no meio do caminho.