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O liberal frouxo

Liberais no sentido clássico, são sujeitos que prezam pela defesa absoluta da liberdade individual.

São respaldados inclusive por uma constituição, no caso do Brasil, que, apesar de ser uma constituição meio que social-democrata, garante o direito de ir e vir como direito fundamental.

A existência de uma constituição serve para pautar ações não só quando tudo está bem, mas principalmente, para servir de norte para quando tudo vai mal.

Como numa pandemia, por exemplo.

Daí chega a pandemia, e o que vimos foi um salve-se quem puder insano, irresponsável, irrefletido. Vimos prefeitos e governadores assustados isolando cidades com barreiras, bloqueando rodovias, proibindo transporte público, estrangulando seus comércios impiedosamente.

E o que os principais liberais do país fazem?

Nada. Calam-se. Nem mesmo ponderações sobre os exageros quanto ao bloqueio de direitos básicos.

Eu acompanho 3 liberais nas redes sociais. Felipe Camozzato, Bruno Souza e Vinícius Poit. É bem verdade que eles vêm fazendo um bom trabalho em seus cargos legislativos. O Brasil, país semi-socialista que é, precisaria ver esse número de liberais multiplicados por 10.

Mas é também bem verdade que falharam demais durante este período. Deixaram empresários geradores de dezenas de milhares de empregos falando sozinhos, clamando pela volta ao trabalho.

O único liberal que encontrei dando eco a vozes contrárias aos exageros do isolamento social, foi João Luiz Mauad.

E, inesperadamente, conservadores, a começar pelo Presidente Bolsonaro, que desde o começo enxergou que um país pobre como o Brasil não pode se dar o luxo de seguir passos de Itália ou outros países europeus.

A verdade é que nesta pandemia, os conservadores deram um show de defesa das liberdades individuais, enquanto liberais me deixaram bastante frustrado.

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